quarta-feira, 16 de abril de 2008

GOTA - A “doença dos reis”, e de outros, que se aventuram no turismo etílico-gastronômico

I Parte ou, Fase I

Dizem que, quem assim como eu, é dado ao turismo etílico-gastronômico,teve, tem ou terá uma crise de Gota. Quem desse “grupo” já não sentiu uma desconfortável dorzinha no dedão do pé (halux), no tornozelo, embaixo do pé e, num caso mais crítico, no joelho ou cotovelo? É meu amigo, se você
“já viu esse filme “, te aconselho a procurar um reumatologista. É isso aí, reumatologista mesmo, não adianta ortopedista ou traumatologista, até porque você não é atleta. Provavelmente é um sedentário, bebedor de caipirinha, cerveja, uísque e adora feijoada, torresminho e churrasco de carne gorda.

Lembro-me de ter lido, certa vez, um artigo do Dr. Dráuzio Varella em que ele dizia que, historicamente, a Gota é uma doença conhecida desde a Antigüidade, talvez com um diagnóstico não tão correto – essa por minha conta e risco - mas descrita por Hipócrates dois séculos antes de Cristo e foi chamada de “doença dos reis”, porque a nobreza, os intelectuais e as pessoas ricas da Idade Média e dos séculos XVII e XVIII pareciam mais vulneráveis a essa moléstia, provavelmente, um castigo pecado da gula. A Gota, diz respeito ao ácido úrico cuja produção aumenta e provoca a formação de cristais que se depositam em várias regiões do corpo, n nas articulações. As dores nas articulações, é o principal sintoma dessa enfermidade cujas crises, em geral, se agravam à noite e acometem mais as extremidades, lembram do dedão?
Gota é uma doença que não tem cura, ou seja, quem tem , amargará o resto da existência com ela, no entanto, tem controle e as crises dolorosas podem ser evitadas desde que a pessoa não descuide do tratamento. Mas aí é que está o problema, não conheço um gotoso que segue a risca o tratamento a não ser quando tem as dolorosas crises e, olhe lá.
Mas veja bem, não quer dizer por que você tem alguns desses sintomas que já faz parte do time dos “gotosos”, não confundir com gostosos.
Aí você se pergunta, mas como saber se também sou “gotoso”?
Bem conforme os médicos, o diagnóstico é feito primeiramente com um exame de sangue para se verificar os níveis de ácido úrico no sangue. Depois, para saber se a excreção do ácido úrico está reduzida, os médicos solicitam um exame de urina, que deverá indicar qual a dosagem eliminada durante o dia. A partir da comparação desses resultados, o reumatologista, que é o especialista indicado para o caso, indica o tratamento mais adequado para cada caso, uma vez que, existem medicamentos tanto para inibir a produção do ácido úrico como para aumentar a excreção.

Ficou curioso? Continua na próxima edição, mas antes, uma receitinha de FEIJOADA, he!hé!hé!

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